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Tchiloli

Imagine: um palco, um trono imponente; um cortejo com majestosos figurinos do séc XVI, cheios de brilho e cor; uma música alegre e melodiosa, que nos transporta para festas da corte na idade média. Feche os olhos e veja a cena a acontecer. Quem assiste? Onde se passa? Quem são os atores?

Agora abra os olhos.

E se lhe dissermos que tudo isto se passa no séc. XXI, num terreiro num bairro em S. Tomé e Príncipe?

Estamos a falar da representação da tragédia do Marquês de Mântua e do Imperador Carlos Magno. Esta peça, tipicamente europeia e estrangeira à cultura de S. Tomé, foi apropriada pelo povo santomense e transformada numa das principais heranças culturais deste país e intitulada Tchiloli.

Hoje há vários grupos de Tchiloli em S. Tomé. Os Leigos para o Desenvolvimento acompanham de perto as atividades de um dos mais antigos – Formiguinha da Boa Morte – que nasceu há 62 anos e que agora necessita de passar por um processo de rejuvenescimento.

O Tchiloli contraria os ritmos do Kuduro e da Kizomba, que cada vez mais se fazem ouvir por terras santomenses, e procura inspirar e passar esta arte de geração em geração, para que ela não morra e continue como uma das maiores relíquias nacionais.

Se quiser fazer parte desta história faça o seu donativo e ajude-nos a manter viva esta tradição cultural, que transforma a vida de quem a vive e transforma também uma comunidade inteira!

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