Testemunhos

O canivete suíço e o desenvolvimento

Há umas semanas lia uma história do livro “Ao largo” de José d’Almansor. Falava do canivete suíço.

Temos sempre tendência a dominarmos, a ser o nosso ‘eu’ quem governa procurando desesperadamente atenção e reconhecimento através das nossas ideias inovadoras e projetos ‘espetaculares’. Esquecemo-nos porém que o desenvolvimento conjuga-se na primeira pessoa do plural.

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A herança de um projeto que não nos pertence

Por estes dias a nossa Comunidade teve a sorte de receber a visita da Carina - a voluntária LD que me antecedeu no Espaço Criança*. É difícil de descrever a sensação que vivi quando a revi no aeroporto. Conheci-a há mais ou menos 11 meses atrás, altura em que ela me recebia aqui em Benguela, para me passar o projeto do qual tinha sido responsável no ano anterior. Passados 15 dias, ela regressava a Portugal e coube-me a mim assumir as suas funções. Revê-la agora foi como se começasse a tocar o alarme do telemóvel, para me avisar que a aventura está a chegar ao fim. E claro: que agora é a minha vez de passar o projeto. Tudo passou mesmo muito rápido… E neste ano aconteceu tanta coisa…

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Haja ou não haja frutos, pelo sonho é que vamos

“Deus quer, o homem sonha e a obra nasce”, a missão da Caparica-Pragal constata isso mesmo.
Há muito que os Leigos para o Desenvolvimento (LD) sonhavam em ter uma missão em Portugal e quis Deus que este fosse o ano para tornar real este sonho.

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Agora é a Hora

De dizer obrigada…

Chego agora à reta final deste tempo “benguelense”, sentindo uma certa estranheza por não perceber muito bem o que aí vem agora e por já estar habituada a ter uma agenda cheia de encontros e conversas e momentos preciosos com pessoas que só pertencem aqui, a este lugar quase sagrado.

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Casa da Esperança

Se a minha missão fosse um jogo e eu tivesse ido parar à “Casa da Esperança” o cartão correspondente seria: “Estás com sorte! Chegaste à melhor casa do jogo! Ficarás aqui um ano. Esta casa ajudar-te-á nas alegrias, nas surpresas e nos desafios que estão reservados para ti. Confia!”

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Histórias que contam histórias

Um dos projetos que me foi confiado durante este ano de missão foi contar a história do Bairro da Boa Morte (o “Bairro”) através da história de vida de alguns dos seus moradores. Com a intenção de, por um lado, potenciar o espírito comunitário e identidade do Bairro junto da comunidade local e, por outro lado, promover o mesmo fora deste, pretendendo-se criar uma exposição itinerante das histórias recolhidas, que possa ser apresentada não só no Bairro, mas também em diversos locais da cidade.

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