Testemunhos

Onde (as) coisas ainda importam…

A partida estava quase a terminar, quando tudo aconteceu. O ambiente que se vivia em redor do campo era frenético, intenso, vibrante, emocionante, apaixonante, quase de cortar a respiração e, de repente…
Já lá voltaremos.

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O Verbo faz-se carne, palavras que se tornam vidas

Os primeiros dias de missão só podem ser emotivos. Controlar todos os sentidos e conseguir-lhes as imagens e significados que pretendemos é um exercício condenado ao fracasso.

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Despedida, partida, regresso...

Parece que foi ontem que estava eu no aeroporto de Lisboa a despedir-me da minha mãe e de três amigas. Parece que foi ontem que aterrei em São Tomé e conheci a Baía Ana Chaves. Parece que foi ontem que assisti às despedidas dos que regressavam a Portugal. Um ano se passou, e agora sou toda eu essa despedida.

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Ser (in)útil

A minha expectativa de quando cheguei a Cuamba era que o projeto das Escolinhas Comunitárias do Niassa (ECN) estaria a funcionar muito autonomamente. No entanto, apercebi-me rapidamente que não.

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Profissão? Tratorista!

Vim para Benguela, para o bairro da Graça, com uma missão muito concreta: aumentar o número de mulheres a beneficiar do projeto “Epongoloko Lyukãy”.

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Mãe e filha

História do tempo, de outro e deste tempo...
Houve um tempo em que fui pequenina, adormecia e desejava que o meu sono levasse a noite e a manhã logo chegasse. Corria feliz, porque das janelas chegava a luz e a rua esperava por mim. O sol, esse grande e caloroso amigo, abraçava-me e eu retribuía em mil danças e brincadeiras! Agora já não sou mais menina, fiquei grande, tão grande que achei que agora tinha dever de ser sol.

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