Testemunhos

Ser missionária numa sala de espera

Missão é partir, fazer caminho. Para mim, missão é também estar sentada numa sala de espera.

Um dos grandes desafios do projeto que me foi confiado, o Espaço Criança, é a construção de um equipamento que sirva o seu funcionamento, um sonho tão antigo como o desejo de criar-se um centro onde as crianças pudessem ocupar os seus tempos livres e, simultaneamente, complementar a frágil formação a que têm acesso no ensino público.

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A meio caminho

"A meio caminho? Ainda não chegámos? Falta muito?" Quantas são as vezes que damos voz a esta sequência de perguntas, e impacientemente queremos ver uma bandeira de xadrez ou um destino, onde se concretize o nosso sonho ou as nossas expetativas. E tão saborosos que são esses momentos, ora não fosse já longo e cansativo o trajeto. Mas será que é mesmo assim? É ai que está o verdadeiro sabor? A resposta é um não intuitivo, mas deixem-me explicar segundo o que Ele e a missão me têm mostrado.

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Olhando o Niassa a partir de quem é o Niassa

Ensonado pelo balanço do Toyota Hilux, vou apertando o pensamento ao peso das pálpebras que me parecem crescer sobre os olhos. Sigo pelos trilhos do Niassa, ao lado de Paulino Paissone, o supervisor geral das Escolinhas Comunitárias do Niassa. Basta-me um rápido do olhar para saber que estou no norte de Moçambique: centenas de bicicletas vão cruzando com a nossa viatura. Vão e vêm carregadas, simulando carreiros de formigas. Transportam lenha, peixe seco, carvão e outras coisas que tal.

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Crianças bem armadas em Porto Alegre

Nelson Mandela disse que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Na Roça de Porto Alegre sou, diariamente, inspirada por quem faz disso um lema para a sua vida. Um exemplo é Maria de Lourdes Viegas, uma santomense fantástica com quem nós, Leigos para o Desenvolvimento, colaboramos desde 2011 para a promoção de uma educação pré-escolar de qualidade em Porto Alegre e localidades vizinhas: Vila Malanza e Ponta Baleia.

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Missões (im)possíveis

Largar o emprego e a casa, ir para longe das pessoas da minha vida, perder um ano de crescimento de todos os meus “sobrinhos”, abdicar de paixões diárias como, para mim, é a dança, perder momentos únicos e tão importantes e especiais como casamentos, aniversários, batizados e outros eventos sociais, deixar para depois algumas viagens pelo mundo, adiar a construção de uma família, substituir o conforto, a segurança, a “total” liberdade e a qualidade de vida, partir para o desconhecido, mudar a rotina, passar a cumprir outras regras e correr riscos pelo sonho de realizar um ano de entrega e serviço comunitário parece uma missão impossível quando crescemos num mundo que tão facilmente nos incentiva a percorrer um caminho “by the book” – estudar, encontrar um bom emprego e casar – tendo em vista a estabilidade financeira e familiar.

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Vejam lá se não é uma graça

Quando se descobre a cada dia que o nosso lar sempre esteve ali, e sempre ali estará, estamos livres para caminhar sem procurar, apenas viver e dar de graça porque reconhecemos que recebemos de graça "essa graça que é o Amor de Pai".

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