Missões - Portugal

História

Centro S. Pedro Claver

Estávamos em 1993. Já lá iam três anos desde que o primeiro grupo de Leigos para o Desenvolvimento tinha deixado São Tomé e Príncipe, mas o desejo de continuar aquele trabalho no nosso país permanecia.

  Centro S. Pedro Claver

Muitos estudantes vindos dos PALOP chegavam, e continuam a chegar a Portugal, com bolsa de estudo ou sem ela, numa tentativa de tirar um curso superior, longe da sua terra, da sua gente e em condições quase sempre adversas.

À vontade de continuar uma missão, aliava-se a necessidade de diminuir o insucesso escolar destes estudantes, ajudando-os a prosseguirem os seus estudos e evitando que muitos deles entrassem num processo de exclusão social. Assim nasceu o Centro S. Pedro Claver.

O objetivo era criar, na sociedade portuguesa, uma estrutura que facilitasse a integração escolar, social e profissional deste grupo, contribuindo para a sua futura entrada no mundo do trabalho, em Portugal ou nos países de origem.

Desde o início que o número de pedidos de apoio escolar superou as expetativas. Também, desde logo, começaram a surgir os professores voluntários - de todas as idades e das mais variadas profissões - todos eles com formação ou frequência universitária. Num espaço reduzido, com poucos meios mas muita boa vontade e confiança, deu-se início, não só ao apoio escolar nalgumas disciplinas, mas também ao ensino da utilização correta do Português falado e escrito.

Atualmente o Centro conta com o apoio de uma Coordenadora, de duas professoras destacadas pelo Ministério da Educação e com cerca de 45 professores voluntários. Anualmente recebem explicações uma média anual de 150 alunos que frequentam o ensino secundário português, na sua maioria no 12º ano, muitos deles já descendentes de imigrantes.

O Centro S. Pedro Claver dá explicações de todas as disciplinas do 9º ano, secundário e faculdade, com flexibilidade de horários. Tem ainda Cursos de Português para Estrangeiros (nível A1 e A2), Cursos de Inglês (Iniciação) e de Informática.

 

Dos 1885 alunos que já frequentaram este Centro, vários são hoje professores voluntários. Tendo passado pelo mesmo tipo de dificuldades podem, melhor que ninguém, perceber e ajudar imigrantes como eles.

Para além da dedicação de todos os que trabalham neste Centro, é justo salientar o apoio de tantos que o tornam possível, sobretudo os mais de 300 professores que, sem quaisquer contrapartidas, deram e continuam a dar apoio na área da sua formação.