História

Timor-Leste - ou Timor Lorosa'e, o País do Sol Nascente como é denominado em língua tétum - tornou-se em 2002 na mais jovem nação do mundo, no decorrer de um processo não isento de dificuldades mas onde a escolha inequívoca pela independência foi clara e livremente expressa em 1999, no referendo organizado pelas Nações Unidas.


Saído de uma história de guerra e de dominação, Timor-Leste chegou à independência numa situação de grande fragilidade. Não só todas as infra-estruturas básicas tinham sido destruídas, como a sua muito jovem população ficara reduzida a um terço durante a ocupação indonésia, sendo minoritários os quadros timorenses em áreas como a educação.


Era preciso recomeçar. E foi para apoiar esse recomeço que, um ano após o referendo para a auto-determinação, em 2000, os Leigos para o Desenvolvimento (LD) chegaram à capital de Timor-Leste, Díli, a pedido dos padres João Felgueiras e José Martins, dois Jesuítas portugueses que viviam no território desde os anos da ocupação.


Se dispõe de condições privilegiadas ao nível dos recursos naturais, em particular o petróleo e o gás natural, Timor - Leste enfrenta o desafio da pobreza, não só motivada pela ainda reduzida dotação de recursos utilizáveis, mas principalmente por setores da economia, administração pública, educação e saúde destruídos e cuja reconstrução se tornou um imperativo no período de 1999 a 2005.


Apesar da sua pequena dimensão, Timor-Leste é um país com 33 idiomas, dos quais o Tétum, língua nacional, é apenas um e nem sequer o pertencente ao grupo populacional de maior dimensão (esse lugar cabe ao Mambae). Com o Tétum, o Português é o idioma oficial e de ensino. No entanto, em 2002, apenas cerca de 5% da população entendia o Português, número que, entretanto, tem vindo a aumentar de forma consistente.


Perante os desafios do desenvolvimento desenhados no Plano de Desenvolvimento Nacional de Timor-Leste e as estratégias apontadas para a sua superação, duas áreas são objeto de relevo, pela sua prioridade e abrangência: a educação e o combate à pobreza.


A atuação dos LD em Timor-Leste, em estreita ligação com a Igreja e com organizações locais, orienta-se, desde o início, no sentido de dar resposta a estas duas prioridades.